Um chiqueirinho para o Windows

Agora que já “virei” minha máquina para Ubuntu e que estou conseguindo fazer o “básico”, chegou a hora de instalar um “chiqueirinho” para o Windows.

Em outras palavras, instalei uma máquina virtual do Windows no Ubuntu. É a primeira vez que vou trabalhar com uma máquina virtual no meu computador, e esta idéia é mais ou menos recente, pois somente de um ano e meio para cá é que eu venho visto as pessoas ao meu redor trabalhando, primeiramente, com o VMWare e mais recentemente o VirtualBox (Sun).

A idéia é mais ou menos a seguinte: você tem um sistema operacional (host) rodando na sua máquina (no meu caso o Ubuntu 9.10), mas por algum motivo você necessita também de outro sistema operacional (no meu caso o Windows). Assim, você elege um sistema de virtualização e o instala na sua máquina. Este sistema permitirá que você instale na mesma máquina outro(s) sistema(s) operacional(is) (guest), mas sem a necessidade de se ter, por exemplo, um gerenciador de boot para escolher a partir de qual sistema operacional inicializar a máquina. O que o sistema de virtualização permite fazer é criar um “chiqueirinho” para o outro sistema operacional dentro do sistema operacional host.

Janela de Máquina Virtual com Windows rodando no Ubuntu

O interessante é que o sistema guest trabalha “sem saber” de nada disso.

Os principais motivos para eu querer uma máquina virtual rodando Windows no laptop são:

– a necessidade de compilar e testar meus programas nesta plataforma;

– rodar aplicativos ainda não disponíveis para Linux (por exemplo, sou fã do Irfanview, software de edição de imagens, ainda não disponível em Linux).

Na hora de escolher qual sistema de virtualização escolher, fiquei entre duas opções: o VMWare da empresa de mesmo nome, e o VirtualBox, atualmente suportado pela Sun.

Para resumir bastante tudo o que li, o VMWare aparentemente é mais rápido, mas o VirtualBox vem melhorando a cada dia, além de ser open source. Veja por exemplo: http://marsbox.com/blog/reviews/vmware-vs-virtualbox/

Mas tenho uma boa experiência passada com a Sun, que em geral disponibiliza boa documentação, e resolvi apostar na iniciativa open source, acreditando que com o passar do tempo ela tende a gerar melhores versões.

Minha aposta inicial foi acertada. A instalação foi bem tranquila e o site do VirtualBox (http://www.virtualbox.org/) oferece informações passo-a-passo bastante claras (em inglês). Foi possível instalar o VirtualBox a partir de um pacote .deb disponibilizado no próprio site.

Após a instalação do sistema de virtualização, instalei o Windows Vista a partir do CD que veio junto com o laptop (Dell Vostro 1400). Tudo transcorreu sem problemas e de fato parecia que eu estava instalando o sistema operacional em um hardware totalmente dedicado a ele.

Como parte dos parâmetros de configuração solicitados pelo VirtualBox, dediquei 20Gb (fixo) à máquina virtual e 1Gb de memória RAM.

O próximo passo foi instalar os chamados “Guest Additions” que permitiram, por exemplo, trabalhar com o Windows guest no modo full-screen com a resolução máxima do display (http://www.virtualbox.org/manual/UserManual.html#id2507706).

Finalmente, um detalhe importante foi adicionar meu usuário ao user group criado pelo VirtualBox no Linux, permitindo eu ter acesso à interface USB.

Com isso agora já tenho um chiqueirinho para o Windows e posso me sentir feliz e segura. Afinal, não precisarei conviver diariamente com aquela interface carregada e amarrada do Windows mas quando não houver outra saída, ele ainda estará lá para resolver aqueles problemas que AINDA não sei resolver de maneira mais eficiente no Linux.

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