Eu mereço: mais um Natal…

Eu já não sei dizer o que penso sobre esta época de fim de ano e, na realidade, tenho pensamentos muito contraditórios.

Uma parte de mim sempre espera ansiosamente por esta época, planejando fazer biscoitos de natal, comprar novos enfeites para a árvore, fazer coisas especiais para criar a atmosfera natalina mágica para minhas filhas. Além disso, por poucos que sejam, é sempre possível tirar alguns dias de descanso com a família, e portanto sempre aguardo com ansiedade este período de repouso.

Mas todo ano, quando entramos em Dezembro, estes sonhos vão se despedaçando um a um, sendo substituídos por pesadelos, assombrações e novos traumas.

Até que eu consigo fazer os biscoitos de Natal, mas nunca é daquela maneira idealizada, com muito capricho e tranquilidade. Na realidade é sempre mais uma oportunidade frustrante, com muito stress e correria e a renovação da esperança de que ano que vem tem que ser diferente ou simplesmente NUNCA MAIS…

Nunca compro novos enfeites de Natal, pois em meio a tantos outros gastos de fim de ano, comprá-los me parece algo supérfluo demais.

Os poucos dias de recesso, são sempre precedidos por uns 20 dias de maratona em lojas e muitos preparativos para a tão esperada festa.

A compra de presentes é sempre algo sofrido para mim. Eu adoro dar presentes mas, justamente por isso, fico sempre me preocupando em dar o presente mais apropriado para cada um e, infelizmente, sempre existem aqueles que são quase impossíveis de serem agradados. Some-se a isso as restrições de orçamento que são a mais pura realidade da maioria das famílias.

Finalmente, após tanto consumismo, sou atacada por fortes crises de consciência que me fazem reiterar a certeza de que as crianças não precisam de tantos brinquedos, os adultos não precisam de tantas tranqueiras e o Natal não precisava ser uma época de tanto stress.

Mas não esqueçamos das constrangedoras confraternizações de fim de ano entre colegas de trabalho, os melindres familiares ao redor da mesa de Natal e pronto… A vontade é de passar o Natal quietinha, numa sala escura, apenas refletindo sobre o ano que passou.

Sei que esta não sou eu. E que após cinco minutos de meditação eu já estaria lamentando não ter ninguém para conversar, nenhuma luz piscando, ninguém animado a fazer festa ao meu lado.

E aí me dou conta que o Natal é um exercício intensivo de tudo aquilo que passamos e passaremos ao longo do ano todo. Um exercício de manter o bom humor e a animação, manter a fé de que quando somos bem intencionados vale a pena continuar persistindo com amor e muito trabalho, mesmo quando pessoas e circunstâncias à nossa volta, ainda que não intencionalmente, exercem força para que desanimemos e não queiramos prosseguir.

Por isso, diga-me como encaras o Natal que eu te direi como encaras a vida.

Ainda que eu tenha pensamentos contraditórios em relação a esta época do ano, já escolhi meu lado e neste Natal, focarei nas crianças pois, afortundamente, estarei rodeada por delas.

Para aqueles que, assim como eu, ainda insistem em olhar mais para as coisas boas do Natal e da vida, um Feliz Natal, com muita alegria e com o mínimo de confusões 🙂

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