Resumo da Semana – 14/04 a 20/04/2014

Espero que todos tenham tido uma ótima Páscoa!

A minha foi boa, pude curtir uma gripe forte como se deve e sem dores na consciência: com chá quente, bastante sofá, bastante cama e assistindo alguns filmes… Nem reclamei da dor no corpo e na garganta.

Seguem os destaques da semana:

  1. Foi lançada oficialmente a nova versão LTS (Long Term Support) do Ubuntu e de todos seus sabores (flavours). Ahhh! Confesso que estou igual criança em loja de doce, qual será que eu pego dessa vez? Será que eu tento novamente aquela NHACA do Unity? Será que eu tento voltar para o meu querido e amado Classic Gnome? Ou será que eu me mantenho fiel ao meu rápido e clean Xubuntu? Eu vou escrever mais sobre isso em breve, mas já estou planejando fazer uma escolha utilizando um método científico caseiro. Enquanto isso, quem quiser me dar sugestões ou avisos, comentários serão bem-vindos!
  2. A Folha de S. Paulo publicou neste final de semana a reportagem sobre o “Apagão” de professores nas áreas de Engenharia. Em primeiro lugar um parênteses, eu li essa reportagem no jornal impresso e a versão online da Folha não faz referência à continuação da reportagem no link. É decepcionante ver um jornal como a Folha de S. Paulo, além de restringir seu acesso on-line, não zelar pela qualidade de sua versão na Internet; fecha parênteses…  Resumindo a reportagem, agora teremos professores sendo obrigados a aumentar sua carga horária, dedicando menos tempo (ainda) à pesquisa nas áreas tecnológicas e provavelmente teremos uma formação em engenharia mais deteriorada do que a que normalmente já temos; concluindo, este é o tipo de notícia que atesta que o Brasil não sairá do lugar pelos próximos 25 anos. POIS SE COMEÇARMOS A REVOLUCIONAR TUDO A PARTIR DE HOJE, os resultados só começariam a aparecer daqui a 25 anos. Mas a nossa cultura não reconhece a engenharia como força motriz geradora de PIB e todo mundo só fala em MAIS MÉDICOS, mas poucos enxergam o potencial “salvador de vidas” da engenharia. E a consequência natural deste tipo de visão é o fato de não conseguirmos sequer construir estádios de futebol no prazo e sem matar pessoas. Não é um reator nuclear! São estádios de futebol!  Alguns dirão que o apagão de professores se dá porque nos últimos anos universidades e institutos tecnológicos federais se multiplicaram no país. Acredito que isso pode ter contribuído mas, como diz a reportagem, os salários na academia são piores que os de mercado e, neste caso, eu acredito que o que prevaleça seja a menor atração de profissionais para a carreira acadêmica que é árdua, demorada e sem nenhum prestígio. Afinal, como doutoranda, ainda sou considerada pela sociedade uma ESTUDANTE e não uma CIENTISTA, como de fato sou. Vivo de bolsa; minha filha recentemente fez uma conta rápida de cabeça e descobriu que eu ganho menos que o pipoqueiro da escola e, ainda por cima, tenho a fama de mamar nas tetas do governo… E um desavisado pode perguntar: o que tem a ver ser cientista e ser professor de engenharia?  Ahá! Essa é uma das críticas da reportagem. Nas universidades estaduais e federais públicas, professores universitários que tenham tido experiência na indústria são moscas brancas. Tipicamente, os professores das universidades públicas são profissionais com mestrado e, desejavelmente, doutorado. Em outras palavras, são profissionais que entraram nessa carreira não necessariamente porque sonhavam em comandar salas de aula, mas talvez porque tivessem vocação para a pesquisa. Mas no Brasil, um país onde há pouco espaço para PhDs na indústria, muitos destes profissionais se vêem obrigados a se tornarem professores universitários: o único caminho disponível para poderem continuar fazendo pesquisa e obtendo financiamento. Deu para sentir o tamanho do problema?

Vamos tocando, mas sem acelerar muito. Pois afinal, outro feriado se avizinha e logo vem a Copa… É como a típica cidade do interior brasileira, não dá para querer andar muito rápido pois tem muita lombada…

Feliz Dia do Descobrimento do Brasil!

 

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