Minha primeira vez como campuse.r(a) – Resumo Visita Campus Party #CPBR8

Meu projeto de pesquisa foi selecionado para ser apresentado na Campus Future, evento universitário associado à Campus Party. O máximo que eu conhecia sobre o evento era o que os noticiários nos mostram todos os anos: um monte de “geeks” e “nerds” acampados num lugar gigantesco cheio de computadores acessando a Internet numa velocidade ultra-rápida.

Por isso, a única certeza que eu tinha antes de ir à Campus Party ontem era que eu ia colaborar para aumentar a idade média dos participantes do evento.

Uma rave nerd: essa foi uma das definições mais legais para a Campus Party.

Eu me diverti demais. Falar sobre ciência com essa garotada foi um dos exercícios mais criativos e energizantes que eu já fiz (eles me deram ideias incríveis que passarei os próximos 10 anos implementando). Eles são tatuados, barbudos, uns de cabelos comprido, a maioria com vestuário desalinhado elas, além das tatuagens, usam piercings, cabelos curtos, muitas vezes tingidos em colorações que vão do rosa ao verde escuro, passando pelo azul (que era a cor que eu havia planejado pintar ao entrar na Unicamp). Mas isso não é um estereótipo. Tem gente “tranquila” também. Aqueles que se vestem normalmente e às vezes são um pouco mais tímidos (Meu novo hobby tem sido sentar para conversar com esses introvertidos. Que universo maravilhoso eles guardam; fechado em uma caixinha que a gente tem que abrir com cuidado).

Dizem que eles não se socializam facilmente. Mas o que eu mais vi foi um ambiente de socialização extrema. Empresários sentados no chão conversando com a garotada, trocando ideias e minerando diamantes. Eles são empreendedores, super criativos e não te respeitam pela sua idade ou pelo seu título, mas por aquilo que você FAZ, pelas suas AÇÕES (emocionante isso, não?).

Eles são da paz, e as guerras deles são por mais acesso à informação, por fim de monopólios, por mais diversidade. Neste caso, eu ouso dizer que eles são agressivos. Não tirem deles(as) a informação, pois você não será capaz de enfrentar a sagacidade deles(as) em obtê-la de volta, com requintes de vingança e sarcasmo.

Mas eu ganhei mesmo o dia foi quando vi dois garotos de uns 10 anos passando em frente de mim com um brinde que eu queria levar para minhas filhas. Perguntei para eles onde eles tinham conseguido aquilo e os dois, como dois ratinhos, foram me guiando apressadamente no meio dos estandes até o local dos brindes. No meio do caminho comecei a conversar com eles. O que eles estavam fazendo na Campus Party, se eles estavam gostando… Eles então me contaram que estavam  numa excursão da escola (ambos usavam uniforme de uma Escola Municipal de São Paulo) mas que a atividade deles já tinha acabado e eles resolveram ficar até mais tarde porque na verdade, ELES ERAM GAMERS (ou seja, desenvolvedores de jogos). Eu engatei um “COMO ASSIM?” E então eles começaram a me contar que desenvolvem jogos na plataforma 2D (sim, eles usaram estes termos) e que já haviam desenvolvido uns 4 jogos. A professora da escola estava ajudando eles a divulgarem os jogos num site da Internet e eles estavam lá querendo aprender mais sobre o mundo dos games. Não aguentei e gravei uma entrevista com os moleques. Uns fofos, feríssimas.

Enfim, voltei para a casa tranquila, com a convicção renovada que eu já estou no meio da minha obsolescência e que, no fundo, isso é muito bom!

Anúncios

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s