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Ubuntu – Acessando arquivos do Android como um pendrive

Para copiar as fotos de meu celular, eu adoro poder simplesmente conectar meu cabo USB do smartphone ao computador e meu sistema operacional simplesmente reconhecê-lo como um pendrive.

Para conseguir isso usando o Ubuntu, a receita é simples:

  • Instale a versão mais recente do pacote libgphoto. Utilize, por exemplo, o terminal de comando “sudo apt-get install libgphoto”. Aperte a tecla TAB para que o sistema mostre qual a versão disponível para instalação no seu repositório. Por exemplo, no meu sistema esta é a versão libgphoto2-6. Alternativamente use um instalador de pacotes como o Synaptic ou o Ubuntu Software Center e faça uma busca por libgphoto. Este pacote garantirá que o protocolo PTP (Picture Transfer Protocol) esteja ativo na sua máquina.
  • Conecte o smartphone com sistema operacional Android via cabo USB ao seu computador e garanta que as opções de conexão USB no seu celular estejam configuradas “Camera (PTP)” como na imagem abaixo. E pronto! Assim que conectar o cabo USB ao computador, o sistema operacional tipicamente abrirá automaticamente uma janela perguntando se deseja abrir suas fotos como uma pasta no gerenciador de arquivos ou utilizando um software de edição de fotos.

 

USBsettings.png

 

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Resumo do Mês de Março/2014

O mês de março foi de mmmuuuitto trabalho e por isso os resumos da semana viraram um resumo do mês!

E não tem jeito, como março virou o mês da mulher, este será o principal tema deste post.

E vou começar daonde parei.

  • No dia 8 de Março, participei do evento da Google, o Google Women Techmakers, um evento realizado em vários lugares do mundo para celebrar o dia internacional da mulher. O evento do Brasil foi realizado em São Paulo e teve a participação de uma galerinha jovem, bem bacana, que dedicou seu dia para discutir os problemas da atração e retenção das mulheres nas áreas de tecnologia. Após um painel de discussões e algumas lightning talks, foi realizado um hackathon relâmpago de desenvolvimento em Android. Um resumo super bacana do evento está no blog Popup Design.
  • Uma das palestrantes do Women Techmakers foi a capa da revista Info do mês de março, Camila Achutti, 22 anos e criadora do blog Mulheres na Computação. Conversei pessoalmente com a Camila, que contou que começou seu blog no início de seu curso em Ciência da Computação, no IME-USP, e nunca mais parou. Atualmente ela é Diretora Nacional do Technovation Challenge Brasil. Nunca ouviu falar? Pois se você conhece alguma jovem que se interessa pela carreira de tecnologia, não deixe de falar sobre essa competição para ela.
  • A Camila foi fazer uma palestra sobre a plataforma MIT App Inventor . A partir desta plataforma, é muito simples qualquer ser humano desenvolver seus aplicativos para Android. E por sua simpliciade de uso ela é uma excelente ferramenta para inserir jovens no mundo da computação, usando um paradigma de interface baseado no Scratch. Sou uma verdadeira entusiasta deste tipo de linguagem/plataforma. Legado de Seymor Papert e do pessoal do MIT Media Lab, que outrora fazia as crianças aprenderem a programar com uma tartaruguinha e a linguagem Logo.
  • E agora é oficial: o assunto mulheres em ciências e tecnologia está na moda. E eu posso apontar pelo menos duas razões para isso:
    1. A primeira é que os cursos de Engenharia de Computação tinham mais mulheres no passado do que atualmente (fenômeno observado não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos, por exemplo). Isso pode parecer estranho, mas é comum encontrar professoras da computação contando que antigamente suas classes da faculdade tinham mais alunas que atualmente.  Esse fenômeno já é objeto de estudo e para quem quiser saber mais sobre o assunto pode começar, por exemplo, pelo livro “Gender Codes: Why Women Are Leaving Computing.” (Thomas J. Misa)
    2. A segunda razão é um devaneio pessoal. Na nossa sociedade moderna e globalizada, o VALOR e o SUCESSO de uma empresa estão diretamente relacionados à sua capacidade de INOVAÇÃO. Adicionalmente, parece que finalmente chegamos no ponto de consciência coletiva de que quanto maior a diversidade de informação de um time, maior sua capacidade de inovação. Em outras palavras, um time composto exclusivamente por homens brancos do hemisfério norte, talvez não tenha um potencial de inovação tão grande quanto um time de pesquisadores e desenvolvedores composto por brancos, negros, amarelos, ruivos, loiros, castanhos, oriundos do primeiro mundo, do terceiro mundo e (por que não?) mulheres.
  • Portanto, na minha opinião, o assunto está na moda porque ele entrou na pauta de problemas a serem solucionados. Quem sou eu para reclamar?! No final do dia, a única coisa que eu gostaria mesmo é de poder compartilhar a minha paixão por este mundo das ciências e da tecnologia com mais garotas.
  • Mas vale a ressalva: no Brasil, antes de nos preocuparmos com a maior inclusão de mulheres na tecnologia talvez tenhamos pautas mais urgentes para resolver. Uma delas é a inclusão de JOVENS de uma maneira geral, meninos ou meninas, no mundo das ciências exatas. Afinal, nosso país tem um déficit enorme de engenheiros e nem de longe pode ser considerado uma potência de inovação e tecnologia. Parte deste problema está relacionada ao ensino básico de má qualidade nas áreas de exatas e na falta de esclarecimento e incentivo para que mais jovens sigam carreiras de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.