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Busca de Artigos sem a Necessidade de Entrar no Portal de Periódicos da Capes

A Capes agora exige que as instituições brasileiras de ensino e pesquisa façam buscas a bases de artigos científicos via seu Portal de Periódicos da CAPES.

Eu desconheço completamente os motivos que justificam essa obrigatoriedade (por favor comente se você souber), mas achei extremamente desconfortável tal mudança.

Segue então abaixo minha solução para o Firefox, que não resolve o problema, mas diminui meu desconforto.

1) Instalar a extensão Redirector:
https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/redirector/

2) Clicar no ícone do Redirector-> Edit Redirects -> Create New Redirect

3) Adicionar o redirecionamento tal como imagem abaixo.

Redirector

O redirecionamento pode ser desabilitado a qualquer momento.

Publicando na Área de Engenharia 1 – “Publish or Perish”

Se você se encontra temporariamente, ou definitivamente na carreira acadêmica, você já deve ter sentido a pressão para publicar um artigo, seja num simpósio brasileiro, num grande congresso internacional ou em uma publicação de renome.

E por mais que você considere esta uma atividade enfadonha que consome o pouco tempo que você  já tem e fique revoltado porque isto te desvia das atividades de sua pesquisa, a verdade é que no mundo acadêmico vale a máxima “Publish or Perish”, ou em bom português: Publique, ou desista desta carreira!

Na academia, a moeda de valorização, o combustível de egos e vaidades, a métrica de qualidade de um pesquisador é expressa pelo número e qualidade de artigos que o mesmo possui.

E não adianta reclamar porque o mundo não é justo mesmo.

Lembro-me de uma professora do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem) da UNICAMP comentando quão difícil era conseguir publicar um artigo em uma revista de renome em sua área, pois o número de publicações da área era reduzido, e a qualidade exigida pelos revisores era altíssima e a natureza de sua pesquisa era complexa, fazendo com que ela conseguisse uma publicação dessa qualidade a cada 2 ou 3 anos.

Por outro lado, lembro-me de uma vez que fui ao oftalmologista e ele me perguntou o que eu fazia. Respondi que estava fazendo doutorado em engenharia. Após alguns comentários sobre meu mestrado e coisa e tal, ele me perguntou porque eu não havia pulado o mestrado direto para o doutorado. Como resposta a uma pergunta que considerei tacanha, fui pelo caminho mais simples dizendo que eu não havia publicado internacionalmente. Foi quando ele apresentou um certo desdém, dizendo que após sair da Medicina ele já emendou a pós-graduação, conseguiu publicar em várias revistas internacionais e logo defendeu seu Doutorado em 3 anos.

Desconsiderando-se a baixa probabilidade de meu oftalmologista ser um médico prodígio, a conclusão é bem simples:  a publicação científica também segue regras de mercado. Determinadas áreas são de maior interesse que outras. o número de publicações especializadas varia enormemente de uma área para outra bem como seus critérios de aceitação.

É fato também que cada área de conhecimento possui sua peculiaridade.  Por exemplo, um artigo entitulado: “Levantamento e análise do número de crianças de 0 a 7 anos com miopia no Nordeste Brasileiro”, talvez seja facilmente publicado por apresentar dados novos, ainda que o esforço de pesquisa envolvido não seja tão grande quanto, por exemplo, a criação de um novo modelo de comunicação em um canal de dados ou de um novo algoritmo de processamento de imagens que será criticamente e profundamente avaliado.

No entanto, ao invés de lamentar, melhor é aprender as regras do jogo, e ser um bom jogador.

Melhor ainda se não se perder de vista que este é um jogo com um objetivo maior bem definido: compartilhar o seu conhecimento, seus resultados e suas conclusões com toda a comunidade científica internacional. Gosto de pensar que se eu estiver fazendo um bom trabalho, estarei contribuindo para a expansão da fronteira do conhecimento humano, ainda que me minha contribuição seja mínima e efêmera.

Acho que a frase abaixo da caixa de busca na página do “Google Acadêmico” é bem apropriada e reflete a maneira como o conhecimento é construído: “Sobre o ombro de gigantes”.

Com este artigo começo uma série de artigos com dicas para publicação na área de Engenharia, tendo como base a Engenharia da Computação. É uma tentativa de compartilhar minha parca experiência, e com isso talvez ajudar alguns colegas a se saírem bem neste exercício.