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Ubuntu – Acessando arquivos do Android como um pendrive

Para copiar as fotos de meu celular, eu adoro poder simplesmente conectar meu cabo USB do smartphone ao computador e meu sistema operacional simplesmente reconhecê-lo como um pendrive.

Para conseguir isso usando o Ubuntu, a receita é simples:

  • Instale a versão mais recente do pacote libgphoto. Utilize, por exemplo, o terminal de comando “sudo apt-get install libgphoto”. Aperte a tecla TAB para que o sistema mostre qual a versão disponível para instalação no seu repositório. Por exemplo, no meu sistema esta é a versão libgphoto2-6. Alternativamente use um instalador de pacotes como o Synaptic ou o Ubuntu Software Center e faça uma busca por libgphoto. Este pacote garantirá que o protocolo PTP (Picture Transfer Protocol) esteja ativo na sua máquina.
  • Conecte o smartphone com sistema operacional Android via cabo USB ao seu computador e garanta que as opções de conexão USB no seu celular estejam configuradas “Camera (PTP)” como na imagem abaixo. E pronto! Assim que conectar o cabo USB ao computador, o sistema operacional tipicamente abrirá automaticamente uma janela perguntando se deseja abrir suas fotos como uma pasta no gerenciador de arquivos ou utilizando um software de edição de fotos.

 

USBsettings.png

 

Falha para acessar HD externo no Linux Ubuntu

Você “pluga” seu HD externo ou seu pendrive no computador e aparece uma mensagem como a tela abaixo:

hddmounterror

A causa muito provavelmente é que você usou seu HD/pendrive numa máquina Windows e ela não ejetou o dispositivo adequadamente.

Fique tranquilo, a solução é simples.

Utilize o ntfsfix para reparar o estrago que o Windows fez.

Digite numa tela de terminal o comando:

sudo ntfsfix <endereço do dispositivo>

Utilizando como exemplo a imagem acima, minha linha de comando seria:

sudo ntfsfix /dev/sdc1

Caso retorne a mensagem “Command not found”, instale o pacote ntfs-3g.

sudo apt-get install ntfs-3g

Lucidchart: você deveria experimentar!

O blog anda meio desatualizado, mas é por um bom motivo: estou dentro da caverna escrevendo minha tese de doutorado!!! Estou dando o “sprint” final! Estou no topo da montanha, olhando para o pico, quase sem nenhum oxigênio e me arrastando centímetro por centímetro rumo ao cume. É o penúltimo dia do ano e estou no laboratório, enquanto minhas filhas brincam em algum lugar, longe de mim, tentando aproveitar as férias sem a mãe. Infelizmente não há ninguém mais no laboratório além de mim (talvez isso diga algo sobre a ciência brasileira, fico me perguntando se em algum laboratório americano, europeu ou chinês o vazio seria tão grande). Mas eu não poderia deixar de desejar a vocês uma boa passagem de ano e um 2015 com muita saúde e realizações! E para aproveitar a parada na escrita da tese, deixa eu comentar sobre esse aplicativo para confeccionar diagramas de blocos e fluxogramas do Google Drive chamado Lucidchart!!! Sério, da próxima vez que você precisar fazer um diagrama, tente testar o Lucidchart. Principalmente se você não tem acesso ao Visio ou se você usa o Linux e se vê obrigado a usar o Dia (argh!!!). O Lucidchart tem umas ferramentas de posicionamento e arranjo de blocos muito bacanas, permite o upload de imagens sem stress, apesar de ser na nuvem ele realmente funciona e não trava e ele permite que se faça download das imagens de uma maneira muito prática. Você pode utilizar o Lucidchart gratuitamente para diagramas de 60 componentes. O máximo que usei até agora na minha tese foram 20 blocos. Mas se eu precisar usar mais, eu compraria o aplicativo sem pestanejar. Afinal, nada como uma boa ferramenta. Tudo de bom! Conversamos em 2015!

Renomeando arquivos em lote no Linux usando KRename

Ahhhh, nada como a beleza da simplicidade, num aplicativo espartano que faz bem feito e rápido aquilo que se propõe a fazer e, de quebra, salva seu tempo!

Para renomear arquivos em lote segundo um padrão específico, nomear arquivos de música utilizando alguma tag do arquivo MP3 e para resolver outros problemas semelhantes, a solução que encontrei foi o aplicativo KRename, disponível para instalação via Synaptic ou Ubuntu Software Center.

O aplicativo tem uma interface muito intuitiva e recursos poderosos.

Passo 1) Selecione os arquivos que serão renomeados. (Após selecioná-los você também poderá reordená-los caso necessário).

'KRename'_004

Passo 2) Selecione o destino dos novos arquivos.

'KRename'_005

Passo 3) Use plugins para funções especiais, tal como renomear arquivos utilizando no nome a data que uma foto foi tirada.

'KRename'_006

Passo 4) Brinque à vontade com sufixos e prefixos nos nomes dos arquivos e veja o resultado em tempo real. (No screenshot abaixo eu queria renomear minhas imagens sequenciais para o padrão %4d, ou seja, utilizando 4 dígitos numéricos na sequência).

'KRename'_007

 

 

 

Como instalar o R no Ubuntu

R é uma linguagem de programação e um ambiente interativo para o desenvolvimento de análises computacionais estatísticas e processamento gráfico. R é totalmente livre e gratuito, e em várias aplicações pode ser utilizado como substituto do Matlab.

A maneira mais fácil de se instalar o R no Ubuntu é via Synaptic ou Ubuntu Software Center, através da instalação do pacote r-base. Eu recomendo também que você instale o pacote r-base-dev. Este pacote somente é necessário quando você mesmo irá instalar pacotes adicionais ou outros aplicativos que dependem do R. Minha experiência pessoal diz que é bastante comum ter-se a necessidade de instalar uma ou outra biblioteca de funções e por isso, recomendo a instalação deste pacote previamente.

Aproveitando que você está no Synaptic ou no Ubuntu Software Center, dê uma explorada em outros pacotes que comecem com “r-cran…” e veja se existe algum que te interesse. Estes pacotes são bibliotecas de funções que complementam as funções básicas do R e tipicamente são dedicadas a resolverem problemas de uma área específica.

Uma maneira alternativa de instalação do R é via próprio site do CRAN (The Comprehensive R Archive Network).  E por que você escolheria esta maneira alternativa? Simplesmente porque as versões congeladas disponíveis nos repositórios no Ubuntu nem sempre (quase nunca, neste caso) são as mais recentes.

O site R-CRAN é bem explicativo mas vou resumir aqui os principais passos, para maiores detalhes e informações atualizadas, não deixe de conferir o seguinte link:

  1. Adicione o repositório das versões mais atuais do R. Você pode fazer isso facilmente via Synaptic. Entre no Synaptic e escolha o menu Settings -> Repositories. Escolha a tab Other Repositories e clique em Add. Insira o endereço do repositório de acordo com sua versão de Ubuntu e com o servidor (Mirror) da sua escolha. Minha distribuição é Precise Pangolin (Ubuntu 12.04 LTS) e estou perto de Piracicaba então meu repositório pode ficar assim: deb http://brieger.esalq.usp.br/CRAN/bin/linux/ubuntu precise/
  2. Adicione a chave de autenticação. Abra um terminal e coloque o comando: sudo apt-key adv –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys E084DAB9  (em caso de problemas cheque as informações atualizadas e métodos alternativos no link http://cran.r-project.org/bin/linux/ubuntu/   )
  3. No Synaptic, aperte o botão Reload, para que novas versões das aplicações sejam checadas nos repositórios.
  4. Instale os pacotes r-base e r-base-dev via Synaptic ou pelo comando no Terminal sudo apt-get install r-base r-base-dev

Agora que você já instalou o R é recomendável que você instale um ambiente gráfico interativo.

Eu recomendo o RStudio, que é free, simples, intuitivo e com help interativo que ajuda bastante. Para instalar o RStudio, basta realizar o download para o Linux no site http://www.rstudio.com/

Todos os dias, quando ligo minha máquina e tudo funciona perfeitamente, é como se a minha confiança na humanidade fosse renovada e eu me sinto obrigada a deixar todo o pessimismo de lado. Esse sentimento acontece toda vez que eu penso que a grande maioria das ferramentas software que eu utilizo foram desenvolvidas e aprimoradas e são gratuitamente suportadas por uma comunidade de trabalhadores espalhados por todo o mundo que não ganham absolutamente nada para realizar este trabalho mas que ainda sim se esmeram para fazê-lo da melhor maneira possível.
O Linux, o Ubuntu e a grande maioria de seus aplicativos são provas empíricas de que o ser humano é capaz de coisas realmente grandiosas.
Neste artigo inspiradíssimo de Sam Hewitt publicado no site OMG! Ubuntu, ele explica o que motiva essa comunidade e como ela resolve seus conflitos.
É também o que me motiva a escrever este blog e a trabalhar todo o dia para um “mundo melhor”, definido não apenas sob o meu ponto de vista, mas a partir do equilíbrio de ideias de seres humanos incansáveis.

Se você não consegue fazer seu Internet Banking funcionar direito no Linux, então faça seu Banco funcionar direito!

Já postei mais de uma vez neste blog a dificuldade de acessar adequadamente as funções de alguns Internet Banking no Linux.

Como já comentei em posts anteriores,  e alguns comentários a estes posts já apontaram, o problema não está relacionado ao Linux mas à plataforma software escolhida pelos desenvolvidores destas aplicações e frequentemente relacionada à implementação Java requerida.

Um dos problemas mais antigos que tenho é ao acessar minha conta do Banco Santander .

Acontece que na minha máquina está instalado o Runtime do Java OpenJDK e não tenho nenhuma vontade ou necessidade forte de instalar o Java da Sun (cof, cof, Oracle).

A minha bronca  com estes sistemas é que, em nome da segurança, ou da preguiça e falta de vontade de investir em sistemas realmente inteligentes, eles acabam sendo totalmente capengas e cheios de falhas e, via de regram, deixam você na mão bem na hora que você mais precisa.

Pois bem, num destes finais de semana chuvosos, quando ter que sair para pagar uma conta no caixa automático era um insulto, resolvi concentrar todo meu mau humor no Call Center do Santander.

Liguei para lá, num sábado de manhã, EXIGINDO que ELES DESBLOQUEASSEM o acesso via módulo de segurança. Soltei os cachorros de atendente em atendente para a qual fui sendo redirecionada, até chegar em algum pobre profissional técnico de plantão que foi bombardeado pelas minhas reclamações referentes à implementação do tal modo de segurança.

Obviamente, recebi uma série de justificativas, tais como: que a maioria dos usuários era de Windows e Internet Explorer e que eles eram obrigados a implementar estas medidas de segurança porque alguns usuários ingênuos sempre informavam seus dados de conta corrente e agência como resposta a emails maliciosos, abriam arquivos power points com vírus ou acessavam suas contas bancárias em lan houses infectadas com programas que capturavam seus dados de senha.

Oras bolas! E por um acaso, eu tenho que pagar o pato por isso?

Argumentos tolos, num mundo de smartphones, tablets e uma variedade de sistemas operacionais e milhares de portas para falhas de segurança.

Apelei e disse que ia abrir uma reclamação no Banco Central baseada no fato de que o banco me cobrava tarifas que incluíam a manutenção de um serviço que eu nunca solicitei e uma medida de segurança adicional que só visa proteger o próprio banco e não o cliente (afinal eles ainda não oferecem um tal seguro para quem quiser realmente se proteger de prejuízos contra saques impróprios).

Enfim, eu simplesmente EXIGI, como boa cliente, que eles eliminassem o tal módulo de segurança.

Chamado aberto. Desabafos realizados.

Quatro dias depois recebi a ligação de um profissional técnico de alto nível, daqueles que deu para conversar de igual para igual.

De maneira muito atenciosa, ele disse que estavam atendendo ao meu pedido e que FINALMENTE eu poderia usar o Internet Banking na minha máquina Ubuntu com OpenJDK.

Além disso, ele comentou que o setor técnico do banco já estaria mapeando a necessidade de outros clientes, que assim como eu, também não estavam satisfeitos com o tal módulo de segurança.

Enfim, problema solucionado…pelo menos por enquanto.