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Ubuntu – Acessando arquivos do Android como um pendrive

Para copiar as fotos de meu celular, eu adoro poder simplesmente conectar meu cabo USB do smartphone ao computador e meu sistema operacional simplesmente reconhecê-lo como um pendrive.

Para conseguir isso usando o Ubuntu, a receita é simples:

  • Instale a versão mais recente do pacote libgphoto. Utilize, por exemplo, o terminal de comando “sudo apt-get install libgphoto”. Aperte a tecla TAB para que o sistema mostre qual a versão disponível para instalação no seu repositório. Por exemplo, no meu sistema esta é a versão libgphoto2-6. Alternativamente use um instalador de pacotes como o Synaptic ou o Ubuntu Software Center e faça uma busca por libgphoto. Este pacote garantirá que o protocolo PTP (Picture Transfer Protocol) esteja ativo na sua máquina.
  • Conecte o smartphone com sistema operacional Android via cabo USB ao seu computador e garanta que as opções de conexão USB no seu celular estejam configuradas “Camera (PTP)” como na imagem abaixo. E pronto! Assim que conectar o cabo USB ao computador, o sistema operacional tipicamente abrirá automaticamente uma janela perguntando se deseja abrir suas fotos como uma pasta no gerenciador de arquivos ou utilizando um software de edição de fotos.

 

USBsettings.png

 

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Falha para acessar HD externo no Linux Ubuntu

Você “pluga” seu HD externo ou seu pendrive no computador e aparece uma mensagem como a tela abaixo:

hddmounterror

A causa muito provavelmente é que você usou seu HD/pendrive numa máquina Windows e ela não ejetou o dispositivo adequadamente.

Fique tranquilo, a solução é simples.

Utilize o ntfsfix para reparar o estrago que o Windows fez.

Digite numa tela de terminal o comando:

sudo ntfsfix <endereço do dispositivo>

Utilizando como exemplo a imagem acima, minha linha de comando seria:

sudo ntfsfix /dev/sdc1

Caso retorne a mensagem “Command not found”, instale o pacote ntfs-3g.

sudo apt-get install ntfs-3g

Firefox travando no Ubuntu – Reloaded

Recentemente percebi um crescimento significativo no acesso a um post antigo sobre o Firefox estar travando no Ubuntu.

Ao escrever aquele post, a versão 12.04 do Xubuntu tinha acabado de ser lançada e após alguns updates, eu nunca mais tive problemas.

Mas este final de semana vi uma máquina com o Ubuntu rodando Unity e observei que o Firefox estava simplesmente impossível de ser utilizado. Ao tentar fazer tarefas simples, como assistir um vídeo no YouTube, o browser frequentemente apresentava a mensagem de “crash”, sendo necessário reiniciar o browser. Tanto Ubuntu quanto Firefox estavam nas suas versões mais recentes.

Apesar de eu não estar sofrendo o mesmo problema, resolvi dar uma pesquisada pois imaginei que talvez este fosse o motivo de tantos acessos a este post antigo.

Encontrei este link de um usuário que pede ajuda ao suporte do Firefox.

Eu sou grande fã do Firefox, mas as respostas do responsável pelo suporte foram lamentáveis. Ele demonstra nitidamente que sequer leu com atenção o relato do usuário (Comportamento, aliás, bem comum de se ver nos profissionais de suporte. Eles parecem estar muito mais preocupados em direcionar o usuário reclamante para procedimentos pré-estabelecidos do que de fato diagnosticar o problema.).

Mas enfim,  o link até dá algumas dicas interessantes porém aparentemente não resolve o problema.

Como não estou tendo este problema no Xubuntu, desconfio que seja algo relacionado à interface do Unity.

Aliás, por mais que eu tenta defender o Ubuntu, realmente o tal do Unity é difícil de engolir.

Não é à toa que tanta gente vem migrando para outras distribuições.

Deixo meu apelo, para os leitores, que se alguém tiver tendo problemas semelhantes, que compartilhe as características de seu problema e também, caso tenha encontrado soluções que compartilhe nos comentários. Isso certamente ajudará quem vem acessando o site para resolver problema semelhante.

Como instalar o R no Ubuntu

R é uma linguagem de programação e um ambiente interativo para o desenvolvimento de análises computacionais estatísticas e processamento gráfico. R é totalmente livre e gratuito, e em várias aplicações pode ser utilizado como substituto do Matlab.

A maneira mais fácil de se instalar o R no Ubuntu é via Synaptic ou Ubuntu Software Center, através da instalação do pacote r-base. Eu recomendo também que você instale o pacote r-base-dev. Este pacote somente é necessário quando você mesmo irá instalar pacotes adicionais ou outros aplicativos que dependem do R. Minha experiência pessoal diz que é bastante comum ter-se a necessidade de instalar uma ou outra biblioteca de funções e por isso, recomendo a instalação deste pacote previamente.

Aproveitando que você está no Synaptic ou no Ubuntu Software Center, dê uma explorada em outros pacotes que comecem com “r-cran…” e veja se existe algum que te interesse. Estes pacotes são bibliotecas de funções que complementam as funções básicas do R e tipicamente são dedicadas a resolverem problemas de uma área específica.

Uma maneira alternativa de instalação do R é via próprio site do CRAN (The Comprehensive R Archive Network).  E por que você escolheria esta maneira alternativa? Simplesmente porque as versões congeladas disponíveis nos repositórios no Ubuntu nem sempre (quase nunca, neste caso) são as mais recentes.

O site R-CRAN é bem explicativo mas vou resumir aqui os principais passos, para maiores detalhes e informações atualizadas, não deixe de conferir o seguinte link:

  1. Adicione o repositório das versões mais atuais do R. Você pode fazer isso facilmente via Synaptic. Entre no Synaptic e escolha o menu Settings -> Repositories. Escolha a tab Other Repositories e clique em Add. Insira o endereço do repositório de acordo com sua versão de Ubuntu e com o servidor (Mirror) da sua escolha. Minha distribuição é Precise Pangolin (Ubuntu 12.04 LTS) e estou perto de Piracicaba então meu repositório pode ficar assim: deb http://brieger.esalq.usp.br/CRAN/bin/linux/ubuntu precise/
  2. Adicione a chave de autenticação. Abra um terminal e coloque o comando: sudo apt-key adv –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys E084DAB9  (em caso de problemas cheque as informações atualizadas e métodos alternativos no link http://cran.r-project.org/bin/linux/ubuntu/   )
  3. No Synaptic, aperte o botão Reload, para que novas versões das aplicações sejam checadas nos repositórios.
  4. Instale os pacotes r-base e r-base-dev via Synaptic ou pelo comando no Terminal sudo apt-get install r-base r-base-dev

Agora que você já instalou o R é recomendável que você instale um ambiente gráfico interativo.

Eu recomendo o RStudio, que é free, simples, intuitivo e com help interativo que ajuda bastante. Para instalar o RStudio, basta realizar o download para o Linux no site http://www.rstudio.com/

Todos os dias, quando ligo minha máquina e tudo funciona perfeitamente, é como se a minha confiança na humanidade fosse renovada e eu me sinto obrigada a deixar todo o pessimismo de lado. Esse sentimento acontece toda vez que eu penso que a grande maioria das ferramentas software que eu utilizo foram desenvolvidas e aprimoradas e são gratuitamente suportadas por uma comunidade de trabalhadores espalhados por todo o mundo que não ganham absolutamente nada para realizar este trabalho mas que ainda sim se esmeram para fazê-lo da melhor maneira possível.
O Linux, o Ubuntu e a grande maioria de seus aplicativos são provas empíricas de que o ser humano é capaz de coisas realmente grandiosas.
Neste artigo inspiradíssimo de Sam Hewitt publicado no site OMG! Ubuntu, ele explica o que motiva essa comunidade e como ela resolve seus conflitos.
É também o que me motiva a escrever este blog e a trabalhar todo o dia para um “mundo melhor”, definido não apenas sob o meu ponto de vista, mas a partir do equilíbrio de ideias de seres humanos incansáveis.

Se você não consegue fazer seu Internet Banking funcionar direito no Linux, então faça seu Banco funcionar direito!

Já postei mais de uma vez neste blog a dificuldade de acessar adequadamente as funções de alguns Internet Banking no Linux.

Como já comentei em posts anteriores,  e alguns comentários a estes posts já apontaram, o problema não está relacionado ao Linux mas à plataforma software escolhida pelos desenvolvidores destas aplicações e frequentemente relacionada à implementação Java requerida.

Um dos problemas mais antigos que tenho é ao acessar minha conta do Banco Santander .

Acontece que na minha máquina está instalado o Runtime do Java OpenJDK e não tenho nenhuma vontade ou necessidade forte de instalar o Java da Sun (cof, cof, Oracle).

A minha bronca  com estes sistemas é que, em nome da segurança, ou da preguiça e falta de vontade de investir em sistemas realmente inteligentes, eles acabam sendo totalmente capengas e cheios de falhas e, via de regram, deixam você na mão bem na hora que você mais precisa.

Pois bem, num destes finais de semana chuvosos, quando ter que sair para pagar uma conta no caixa automático era um insulto, resolvi concentrar todo meu mau humor no Call Center do Santander.

Liguei para lá, num sábado de manhã, EXIGINDO que ELES DESBLOQUEASSEM o acesso via módulo de segurança. Soltei os cachorros de atendente em atendente para a qual fui sendo redirecionada, até chegar em algum pobre profissional técnico de plantão que foi bombardeado pelas minhas reclamações referentes à implementação do tal modo de segurança.

Obviamente, recebi uma série de justificativas, tais como: que a maioria dos usuários era de Windows e Internet Explorer e que eles eram obrigados a implementar estas medidas de segurança porque alguns usuários ingênuos sempre informavam seus dados de conta corrente e agência como resposta a emails maliciosos, abriam arquivos power points com vírus ou acessavam suas contas bancárias em lan houses infectadas com programas que capturavam seus dados de senha.

Oras bolas! E por um acaso, eu tenho que pagar o pato por isso?

Argumentos tolos, num mundo de smartphones, tablets e uma variedade de sistemas operacionais e milhares de portas para falhas de segurança.

Apelei e disse que ia abrir uma reclamação no Banco Central baseada no fato de que o banco me cobrava tarifas que incluíam a manutenção de um serviço que eu nunca solicitei e uma medida de segurança adicional que só visa proteger o próprio banco e não o cliente (afinal eles ainda não oferecem um tal seguro para quem quiser realmente se proteger de prejuízos contra saques impróprios).

Enfim, eu simplesmente EXIGI, como boa cliente, que eles eliminassem o tal módulo de segurança.

Chamado aberto. Desabafos realizados.

Quatro dias depois recebi a ligação de um profissional técnico de alto nível, daqueles que deu para conversar de igual para igual.

De maneira muito atenciosa, ele disse que estavam atendendo ao meu pedido e que FINALMENTE eu poderia usar o Internet Banking na minha máquina Ubuntu com OpenJDK.

Além disso, ele comentou que o setor técnico do banco já estaria mapeando a necessidade de outros clientes, que assim como eu, também não estavam satisfeitos com o tal módulo de segurança.

Enfim, problema solucionado…pelo menos por enquanto.

Como instalar e configurar um ambiente LaTex no Linux Ubuntu

Este é um guia para você instalar um ambiente LaTex no Ubuntu e ficar pronto para começar a escrever sua tese, sua monografia, seu trabalho de fim de curso, seus artigos, seus posters, enfim, parar de procrastinar, arregaçar as mangas e trabalhar 🙂

Instalar o Latex e um editor LaTex no Ubuntu é tarefa fácil, mas não é rápida. Por isso, tenha disponível uma boa conexão com a Internet, bastante espaço em disco e reserve um bom período para fazer esta tarefa.

Existem pelo menos duas maneiras  de você procurar e instalar os pacotes que vou listar neste tutorial: você pode utilizar o Ubuntu Software Center ou o Synaptic.

Abra o Ubuntu Software Center ou o Synaptic e faça uma busca pelo pacote texlive. O Tex Live é uma distribuição dos principais pacotes do LaTex para o Linux.Você verá que a descrição deste pacote é algo como: “uma seleção decente de pacotes para o Tex Live”. Interprete esta descrição como: “se você for um usuário padrão do Latex, a instalação deste pacote será suficiente para você viver muito bem”.No entanto, caso você já se considere um usuário hardcore do LaTex, talvez porque sua tese terá fórmulas mirabolantes com símbolos do alfabeto cirílico, ou você é um músico que escreverá partituras com LaTex ou ainda você quer fazer gráficos sofisticadíssimos, então talvez você devesse considerar instalar o pacote texlive-full. Mas atenção, este pacote instalará de tudo e mais um pouco, portanto sua instalação é bem mais demorada e o espaço ocupado em disco é bem maior. A vantagem principal é que  é pouco provável que você tenha problemas em compilar seus documentos LaTex por falta de algum pacote.

Uma das coisas que eu gosto do Synaptic é que ele dá uma visão bem bacana de vários pacotes associados ao tema do aplicativo que você quer instalar. Assim, uma opção que recomendo é, além de instalar o pacote texlive, ir navegando nos pacotes relacionados mostrados pelo Synaptic, lendo a descrição de cada um deles para ver se eles te interessam ou não. Apenas para exemplificar, seguem alguns exemplos de pacotes que sempre instalo manualmente junto com o pacote base do texlive:

  • abntex: classe LaTex para a escrita de documentos no padrão ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
  • texlive-publishers: contém os templates de artigos científicos de vários editores como conferências IEEE e ACM.
  • texlive-extra-utils: como definido na descrição, um conjunto de pacotes que não são essenciais mas que são bastante úteis.
  • texlive-lang-portuguese: contém os padrões de hifenização e números cardinais e ordinais para o Português.

Enfim, quando escrevemos em LaTex, é bastante comum precisarmos de pacotes que nem sempre estão instalados na máquina previamente. Mas é enorme a probabilidade do pacote que você precisa já estar disponibilizado nos repositórios do Ubuntu, permitindo uma instalação rápida e indolor.

Instalado o  texlive e os pacotes adicionais que você escolheu, você já estará apto a compilar arquivos *.tex via terminal de comandos.

No entanto, sua vida ficará bem mais fácil se você instalar um ambiente integrado LaTex, ou seja, um programa que associa as facilidades de um editor de texto (tais como corretor de texto e ferramentas de edição que serão traduzidas para sintaxe LaTex)  com o ambiente de compilação de textos LaTex.

Existem vários ambientes deste tipo tais como Texmaker, Lyx, assim como pacotes para o Emacs e Gedit. Gosto não se discute e talvez valha a pena você experimentar alguns destes por sua conta, mas o meu eleito é o Kile.

O Kile é um aplicativo KDE, o que significa que ao instalá-lo será necessário instalar também as bibliotecas do KDE, o que pode parecer um pouco custoso mas que eu acho que vale muito o benefício.

Para instalá-lo, basta procurar por Kile no Synaptic ou no Ubuntu Software Center e prosseguir com a instalação.

O uso do Kile é bem intuitivo mas tem uma dica que eu acho que vale à pena comentar.

Ao abrir o Kile você encontrará na barra de ferramentas o botão “Quick Build”. A idéia deste botão é você ir escrevendo seu documento e dar um “Quick Build” toda vez quiser ir vendo como seu documento está ficando visualmente. O que está por trás deste botão é na verdade uma sequência de comandos de compilação do LaTex. Para configurar esta sequência, você deve ir no menu Settings, selecionar a opção Configure Kile. Ao selecionar esta opção, uma nova janela será aberta na qual você deve selecionar a opção Tools->Build no canto direito da tela e em seguida selecionar “Quick Build” na lista de “Tools”. Ao selecionar esta opção você verá a sequência de comandos que é executada no Quick Build e poderá alterá-la de acordo com sua necessidade.

Configuração do "Quick Build" no Kile

Configuração do “Quick Build” no Kile

Pronto! Agora o ambiente já está instalado e você está preparado para iniciar a escrever documentos em LaTex. Se você tem tempo disponível  eu sugiro que  leia este documento de  “Introdução ao LaTex”.

Mas se você não tem tempo disponível e quer mesmo começar a escrever seu trabalho, segue aqui um modelo de documento organizado em capítulos que pode ser utilizado para escrever uma monografia.

Descompacte o arquivo em seu computador e abra o arquivo mestre “monografia.tex” no Texnic Center. Se você quiser testar o ambiente, basta compilar este arquivo. O texto deve ser compilado sem erros (“Errors”) ainda que uma série de “Warnings” apareça (estes “Warnings” são naturais quando o texto é compilado pela primeira vez.).

Neste modelo, o documento gera citações no formato ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e por este motivo, o pacote abntex deve estar instalado.

Editar textos com o auxílio do LaTex exige que inicialmente você se familiarize com alguns tags e algumas operações tais como citar um artigo ou adicionar uma figura. Este aprendizado vai acontecendo aos poucos e a Internet é uma excelente fonte de ajuda com muita informação disponível.